Aposentadoria Especial do Frentista – Risco de Explosão ou Incêndio – Parte 2

Aposentadoria Especial do Frentista – Risco de Explosão ou Incêndio – Parte 2

Barulho forte! As pessoas saem correndo desesperadas buscando um abrigo! De repente, ao olhar para trás, veem não somente as chamas tomando conta do local, mas aquela “flor de fumaça” subindo pelos ares.

Parece um filme de Hollywood não é mesmo? Quem dera, porque lá tudo é faz de conta. Mas aqui pode ser real.

É apenas a rotina do frentista de posto de gasolina, ou melhor, o que infelizmente esse tipo de profissional pode estar sujeito no seu cotidiano: risco de explosão e/ou incêndio!

Antes de prosseguir na leitura desse artigo – que é continuação do anterior, no qual trouxemos a possibilidade de aposentadoria especial do frentista por exposição a agentes químicos (se não leu, basta clicar aqui) – te convido a assistir esse vídeo no qual retrata justamente o que traremos neste artigo: uma explosão num posto de combustível.

É um vídeo chocante, eu sei. Mas, de fato, é o que pode acontecer nesse tipo de ambiente de trabalho.

Aposentadoria especial do frentista pelo risco de explosão no posto de gasolina. É disso que passaremos a falar abaixo.

Antes, acho importante trazermos como é a estrutura física de um posto de gasolina, para que possamos entender melhor essa questão do risco de explosão.

1. Estrutura de um Posto de Combustível

A “construção” de um posto de gasolina é algo que deve seguir uma série de regras e padrões de qualidade e segurança.

Só com essa simples afirmação, já podemos ter uma ideia da responsabilidade que é mexer com esse tipo de negócio pois, aqui começa a proteção aos clientes e, principalmente aos funcionários, que lá estão durante toda sua jornada de trabalho.

Devido a complexidade desse tipo de atividade, o local onde será construído o posto de combustível deverá ser comprado.

Eu sei que é bem comum entendermos um pouco do “layout” de um posto de combustível por conta de fazer parte do dia a dia da população, conforme imagem abaixo.

Veja que há uma espécie de cobertura. As bombas de abastecimento embaixo e os veículos estacionados aguardando atendimento. Próximo também pode ter lanchonete, lava rápido, serviço de troca de óleo e, dependendo de algumas estruturas até mesmo restaurante e padaria.

Parece bem simples não é?

Porém, é aqui que mora o perigo. Acharmos que, apesar de parecer ser um local que o cliente tem a possibilidade de abastecer seu veículo, comer, beber alguma coisa e seguir viagem ser desprovido de qualquer tipo de cuidados especiais.

No artigo anterior falamos da exposição do frentista a diversos agentes químicos – inclusive que podem causar câncer. São agentes agressores que vão matando esse tipo de profissional aos poucos.

Neste texto, trazemos o risco de explosão ou incêndio. Aqui o risco de morte não é a longo prazo, mas sim IMEDIATO!

E, como exatamente esse risco pode se concretizar na prática?

Continue comigo que iremos falar adiante.

2. Por quê um posto de gasolina pode explodir ou pegar fogo?

Bom, aqui entramos na parte do “desenho” do posto de gasolina que não enxergamos, ou seja, aquilo que está embaixo do solo (tanques de armazenamento).

Convenhamos que, mesmo com todos os protocolos de segurança da ANP (Agência Nacional de Petróleo) e do INMETRO, o risco de ocorrer algum vazamento de combustível ou outro incidente não pode ser descartado.

A capacidade de armazenamento desse tipo de tanque pode variar entre 10.000 a 30.000 litros de combustível.

Acho que todo mundo já deve ter visto aqueles vídeos de churrasco da família num final de semana, no qual algum engraçadinho joga álcool direto na churrasqueira e, geralmente o resultado não é nada bom.

Claro que salvas todas as devidas proporções, estamos falando de milhares de litros de combustível que ficam debaixo dos pés do frentista durante todo seu período de trabalho.

E não pense você que estamos rogando qualquer tipo de praga não. Afinal de contas, todos nós uma hora ou outra precisaremos abastecer nossos veículos.

É que precisamos mesmo chamar atenção para esse tipo de perigo pois, além da necessidade de programas de prevenção a acidentes dessa natureza, o frentista deve ter direito a se aposentar pelo melhor benefício (especial) em decorrência desse tipo de risco.

Parece um tanto que óbvio, mas o INSS – e a Justiça também – tem negado diversos pedidos de aposentadoria especial do frentista.

Seguindo nas hipóteses de risco que podem causar explosão ou incêndio, temos também a questão dos caminhões tanque, que fazem o abastecimento do posto.

Também são diversos os acidentes durante o abastecimento dos tanques de armazenamento pelos caminhões tanque, desde uma falta de ajuste da mangueira até mesmo ao caso do freio de mão falhar e o caminhão começar a descer ladeira abaixo, provocando o rompimento da mangueira no momento em que está conectado ao armazenamento subterrâneo, causando derramamento de combustível pra todo lado.

São situações de um risco incalculável não somente para os profissionais que trabalham naquele determinado posto, mas em todo o entorno.

Por isso, defendemos que até mesmo os trabalhadores que não abastecem os veículos também teriam direito a contagem daquele período como especial, como é o caso dos funcionários que trabalham somente na lanchonete do posto.

Mas isso é tema para um outro dia.

O que queremos trazer nesse artigo é justamente os riscos que o frentista está exposto diariamente, os quais dão direito a um tipo de aposentadoria mais vantajosa e que, mesmo assim, há muita dificuldade no momento de buscar o seu benefício.

Tenho atendido diversos frentistas aqui no escritório que, após uma vida de trabalho, ao buscar seus direitos perante o INSS dão com a cara na porta, ou melhor, seu pedido de aposentadoria é negado (e muitas vezes sem qualquer motivo plausível).

Aqui, vale as mesmas dicas que demos no artigo anterior que exploramos a exposição do frentista aos agentes químicos. Vou deixar o link aqui.

Abaixo, gravamos um vídeo breve que pode auxiliar também na compreensão desse assunto bem importante para esse profissional que tem uma função que deveria ser melhor valorizada não somente pelas empresas, mas também pelo próprio INSS e pela justiça, no momento de analisar seus pedidos de aposentadoria.

Bom pessoal, era isso que queria falar com vocês hoje.

Espero ter ajudado.

Até a próxima.

Abraços!

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